No decorrer da produção do piloto foram levantadas novas histórias. As histórias mantêm características dilemas próprios e mostram como os temas de cada história podem fornecer eixos complementares de direcionamento dos depoimentos.



Sushi e Samba”

Nakamura veio ao Brasil em um intercâmbio da colônia japonesa, numa fundação internacional. Nos trabalhos sociais de campo, ele conheceu Kati, uma socióloga da ONG parceira da fundação. Nakamura se apaixonou de forma fulminante, Kati levou mais tempo para se envolver, mas ele a conquistou. Nakamura foi ficando, driblando a resistência da família no Japão, após três anos eles se casaram. Nakamura se prepara finalmente para viajar novamente para o Japão, mas está tenso porque guarda um segredo da família. Além de comunicar pessoalmente os planos de se estabelecer por aqui, ele vai precisar apresentar Kati. Ela treina japonês e já fala o básico muito bem, ela também vai e não quer fazer feio na frente dos pais do noivo. A surpresa será grande, eles não sabem qual será a reação dos pais de Nakamura, que não teve coragem de contar que Kati é negra.


Em qual língua que eu vou?”

Tony é filho de italianos, família tradicional do Brás, Virginie é espanhola-belga, nascida em Bruxelas, veio trabalhar numa grande empresa de comunicação e relações públicas. Eles tiveram um filho, Tomas, que até agora não sabe que língua falará. A família de Virginie também veio morar aqui, o pai se aposentou e eles vieram. Todos os avós adoram passear e mimar Tomas, mas como é que ele será educado? Uma sogra italiana e uma mãe espanhola pode ser uma mistura explosiva, é o que descobriu Tony. E Tomas assiste a todo o movimento na casa e ainda não sabe para onde correr.


Um viking nos trópicos”

Quando a paulista Elaine Assis foi pela primeira vez à Europa, em setembro de 2006, não imaginava encontrar na Suíça, um sueco que mudaria sua vida para sempre. Foi numa estação de esqui que ela conheceu André Björnstad, responsável pela monitoria das aventuras na neve. Não houve muito tempo para snowboard ou bung-jump, mas dali a três meses já estava marcada uma nova ida à Europa. Dessa vez, houve compromisso formal e no início de 2007 era o viking que visitava pela primeira nosso país tropical. Elaine ainda foi mais uma vez à Europa, em agosto de 2007. Ele já tinha se estabelecido na Suécia e aí veio o pedido de casamento. Mas como seria para uma brasileira de São José dos Campos se adaptar à fria e rígida Escandinávia? Em 3 de maio desse ano eles se casaram. E André, por amor, resolveu tentar viver feliz para sempre no Brasil ao lado de Elaine. Está aprendendo o português e tentando entender nossa burocracia. Será que o amor vai ser suficiente para equilibrar tantas diferenças?


Amor no exílio”

Foi graças à atuação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) nos Brasil que o angolano Diogo conseguiu entrar na USP e conhecer a paraibana Valdênia. Ambos moravam no conjunto residencial da USP e daí o romance aconteceu naturalmente. “Eu não enxergava nele um refugiado de um país em crise. Era apenas um estudante de história que fez minha cabeça”. Depois da universidade, eles prestaram concurso público no Nordeste, mas não conseguiram passar. Eles voltaram para São Paulo e agora, estabelecidos aqui montaram um apartamento e lutam todos os dias para se estabelecerem em uma cidade competitiva com São Paulo. Será que o amor deles resistirá?


Com açúcar e com afeto”

A brasileira Cláudia, economista, foi a Portugal para conhecer Nuno, o doceiro típico da meia idade que sempre buscou sua cara metade em salas de bate-papo pela internet. O que era para ser uma viagem de poucos dias durou alguns anos, terminou em casamento e ele veio para o Brasil. Hoje, com as dificuldades de Nuno arranjar emprego fixo na área de pastelaria, uma vida cheia de incertezas marca o dilema: ficar no Brasil ou voltar pra Portugal? Apesar do filho luso-brasileiro, o casal vive às voltas com as implicações da vida prática: Flávia está com dois empregos e Nuno fazendo bicos. Eles seguram essa barra até quando?



A zen e o executivo”

Andrea, alemã de Hamburgo, conheceu Sérgio quando ele estava fazendo um treinamento na Alemanha numa empresa química. Hoje, Sérgio é um dos diretores da filial brasileira, por isso – política da empresa – ele e a família andam apenas de carro blindado e acompanhados por seguranças.

Andrea sempre gostou de um tipo de vida alternativa, simples, ela era até mesmo filiada ao partido verde alemão. Agora quando ela vai nas aulas de yoga, o segurança fica parado na porta.

Andrea gostaria de voltar para a Alemanha, não consegue mais viver em uma bolha. Sérgio aguarda uma transferência para trabalhar na matriz, mas seu contrato aqui ainda demorará alguns anos. Ela não sabe se agüenta esperar, talvez vá antes e o espere por lá. Como eles resolverão?


A namorada tem namorada”

Ana e Carol são duas mulheres bonitas. Uma é executiva de um banco e a outra chefe de cozinha. A beleza elas têm em comum, mas a nacionalidade é diferente: Ana é brasileira, Carol australiana. Apesar dos empregos fixos, a australiana anda às voltas com os problemas legais de um visto permanente de trabalho. Somado a isso, certo preconceito em relação à orientação sexual têm deixado as duas com muita vontade de voltar à Oceania. Mas será que Ana está preparada para abrir mão de tudo que Carol abriu para continuarem juntas?


Filhos, como não tê-los”

Ele é ator e professor de teatro. Ela é americana, mais velha, com filhos na casa dos vinte anos. Ela é separada e rica, dona de várias franquias espalhadas pela cidade. Eles namoram há muitos anos e estão muito bem, cada um mora na sua própria casa e compartilham seu tempo livre sempre que possível. Os filhos adoram o Brasil e não pretendem sair daqui. Mary também é feliz aqui. Mas Rodolfo sempre quis ter filhos, ela já está com 45 anos e não tem interesse de ter mais filhos. O que será daqui para frente? A decisão tem de ser rápida, o relógio biológico está tocando.

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